Tu, que passas e levantas contra mim o teu braço, antes de fazer-me o mal, olha-me bem.
Eu sou o calor do teu lar nas noites frias de inverno.
Eu sou a sombra amiga que te protege contra o sol de dezembro. Meus frutos saciam tua fome e acalmam tua sede.
Eu sou a viga que suporta o teto de tua casa, e a cama em que descansas. Sou o cabo das tuas ferramentas, a porta da tua casa.
Quando nasces, tenho a madeira para o teu berço; quando morres, em forma de ataúde ainda te acompanho ao seio da terra. Sou o ramo de bondade e flor de beleza. Se me amas como mereço, defende-me contra os insensatos...
Autor desconhecido
Pat.
Nota do Blog: Este texto, fundido em bronze, encontrava-se sobre o portal do Pavilhão Iugoslavo na Exposição Internacional de Paris (1937), desconheço os nomes do autor e tradutor.